palcosecundario - 14/03/2025, 21:00

O FMM Sines - Festival Músicas do Mundo celebra um quarto de século com nove dias de música e 48 concertos ao longo da costa alentejana. A edição de 2025, cuja programação foi apresentada esta sexta-feira em Lisboa, decorre de 18 a 26 de julho, começando em Porto Covo e continuando, depois, em Sines, com sons e ritmos de 35 países, com as estreias da Bolívia, Gabão, Guatemala, Jordânia, Indonésia (Java) e um estado em busca de reconhecimento, a Somalilândia.
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Entre os destaques desta edição estão Youssou N’Dour, Julieta Venegas, Rokia Traoré, 47Soul, Max Romeo, Orchestra Baobab e The Mystery of the Bulgarian Voices, nomes consagrados da música mundial. Nação Zumbi, Lena d'Água, Ana Lua Caiano, Bonga, Capicua, Bia Ferreira e Roberto Chitsonzo, entre outros, garantem a representação dos países de língua portuguesa na celebração dos 25 anos do festival.
Em 2025, o FMM Sines - Festival Músicas do Mundo volta a ser uma grande viagem, com alguns regressos e muitos artistas que pisam pela primeira vez os seus palcos. África tem, novamente, forte representação. Da costa oeste do continente, o festival recebe duas lendas do Senegal (Youssou N'Dour e Orchestra Baobab), um dos nomes essenciais da música maliana (Rokia Traoré), uma voz do Gabão (Pamela Badjogo) e a música sempre original da República Democrática do Congo (Article15). Do sul e leste, chegam uma banda do Zimbabué (Mokoomba) e uma voz pelo reconhecimento da Somalilândia (Sahra Halgan). Os países africanos de língua portuguesa são representados por dois músicos veteranos (o angolano Bonga e o moçambicano Roberto Chitsonzo) e dois nomes da nova geração cabo-verdiana (Fidjus Codé di Dona e Fábio Ramos).
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Passando às Américas, o alinhamento inclui um grupo histórico do movimento Mangue (Nação Zumbi), do Brasil, a "artivista" Bia Ferreira e a guitarrista Gabriele Leite. Do mesmo continente, têm presença assegurada dois representantes da Colômbia (Ëda Diaz e Ácido Pantera), uma representante da cultura maia da Guatemala (Sara Curruchich), uma das principais cantautoras mexicanas (Julieta Venegas) e uma lenda do reggae jamaicano (Max Romeo).
Nesta edição, haverá também muita música interessante a chegar da Ásia, com funk indonésio (Ali), tradição modernizada do interior da China (Taiga), canto sufi da Índia (Warsi Brothers), eletro folk iraniano (Kamakan), uma cantora da Anatólia (Selin Sümbültepe) e dois representantes da Palestina (o cantor Bashar Murad e a banda 47Soul).
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Entrando na Europa pelo leste, está confirmada a presença do coro mais emblemático da música búlgara, The Mystery of the Bulgarian Voices, acompanhado por um quarteto de cordas. Dos países nórdicos, veremos o encontro entre o saxofonista sueco Mats Gustafsson e o acordeonista finlandês Kimmo Pohjonen. Do lado ocidental do velho continente, com muita presença da diáspora, o festival recebe jazz multicultural londrino (Kokoroko), ska neerlandês (Bazzookas), o solo de um artista belga nascido na Bolívia (Susobrino), uma banda francesa com ligações a Marrocos (Zar Electrik) e um artista norte-americano radicado em França (Mick Strauss). Ainda da Europa ocidental, o festival anuncia uma banda francesa com inspiração na música progressiva dos anos 70 (Tago Mago), um cantor alternativo suíço de origens marroquinas (Sami Galbi) e dois nomes da música da região italiana da Apúlia (a cantora Maria Mazzotta e a banda Kalàscima). De Espanha, chega folclore da região de Múrcia (Maestro Espada) e dois grupos galegos (A Pedreira e Zeltia Irevire).
Portugal no FMM volta a ser diverso, com a rainha da pop nacional (Lena D'Água), uma inovadora da música popular (Ana Lua Caiano), o novo espetáculo de Capicua (Um gelado antes do fim do mundo), um projeto de percussão (Bateu Matou) e uma banda revelação (Miss Universo). Há ainda espaço no alinhamento para artistas que ligam Portugal ao Brasil (Luca Argel), a Cabo Verde (Fidju Kitxora) e à Guiné-Bissau (Umafricana).
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Uma vez mais, a música começa em Porto Covo, no Largo Marquês de Pombal, onde o festival permanece nos dias 18, 19 e 20 de julho, passando, depois, de 21 a 26 de julho, para a cidade de Sines, com palcos no Pátio das Artes, na Avenida Vasco da Gama e no emblemático Castelo, cujas espetáculos obrigam à aquisição prévia de bilhete. Contudo, mais de 60% dos espetáculos que integram a programação deste ano são de entrada livre. Haverá, ainda, um programa de iniciativas paralelas, a ser divulgado em breve, que estendem o festival pelas outras artes, envolvem as crianças e famílias, promovem a reflexão e tornam os espaços públicos de Sines e Porto Covo mais vivos.
Os bilhetes para os concertos noturnos no Castelo já estão à venda no site oficial e na plataforma BOL. O passe geral, que garante o acesso a todos os espetáculos pagos neste espaço, custa €75. Já os diários têm diferentes valores, consoante os dias: €15 para 24 de julho, €20 para 25 de julho e €25 para os dias 26 e 27 de julho. Está, ainda, disponível, nos pontos de venda, um passe de fim de semana por €40, limitado a 1.500 unidades, válido exclusivamente para os dias 26 e 27 de julho (sexta-feira e sábado).
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FMM Sines - Festival Músicas do Mundo 2025

Foto: Facebook @fmmsines - ©Tiago Canhoto