palcosecundario - 28/04/2026, 16:00

O epicentro da música independente nacional regressa a Baltar, Paredes, de 3 a 5 de setembro, com uma aposta reforçada na música emergente. Beatriz Pessoa, Ela Jaguar, Evols, Femme Falafel, Jepards, Nunca Mates o Mandarim, Rapaz Ego, Them Flying Monkeys, Vaiapraia e Warout são os primeiros nomes confirmados no cartaz do Indie Music Fest. A principal novidade desta edição é a abertura do festival, no dia 3, com entrada totalmente gratuita, num dia dedicado ao projeto Indie Talents, que passa a integrar a programação oficial do festival.
Beatriz Pessoa combina pop alternativo, soul e influências do jazz, criando uma identidade sonora delicada e intimista. A sua voz suave e o cuidado na escrita das letras tornaram‑na uma das artistas emergentes mais interessantes da nova cena musical portuguesa. O seu trabalho destaca-se pela maturidade artística e pela capacidade de transformar experiências pessoais em canções de grande sensibilidade. Recentemente, editou Muito Mais, álbum sucessor de PRAZER PRAZER (2023).
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Através da mistura entre pop alternativo, eletrónica e uma estética visual marcante, Ela Jaguar constrói um espaço musical denso, sensorial e distintivo. As suas canções exploram temas de identidade, liberdade e transformação, combinando produção moderna com uma presença vocal forte e expressiva. Com uma abordagem artística que cruza música, performance e imagem, Ela Jaguar tem vindo a afirmar‑se como uma das vozes mais singulares da nova cena independente, ao distinguir-se pela ousadia criativa e pela construção de uma persona artística poderosa.
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As composições dos Evols avançam em movimentos circulares de textura e repetição, guiadas por guitarras nebulosas, vozes difusas e ritmos contidos, que criam uma atmosfera simultaneamente expansiva e introspectiva. Esta atenção ao detalhe e à construção de ambientes confere ao projeto uma estética quase cinematográfica, consolidando a banda como uma das propostas mais distintas e exploratórias da música alternativa portuguesa, onde shoegaze, psicadelismo e rock experimental se entrelaçam em camadas densas e hipnótica, resultando num universo sonoro profundamente imersivo.
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Femme Falafel destaca-se pela fusão irreverente entre pop e eletrónica, através de ritmos dançáveis e uma atitude performativa marcada pelo humor, pela crítica social e por uma estética queer vibrante. As suas canções combinam energia festiva com letras afiadas e irónicas, criando um universo artístico que celebra a liberdade, o exagero e a autoexpressão. Com presença forte em palco e uma identidade visual ousada, a artista tem vindo a revelar‑se como uma das propostas mais originais e divertidas do panorama alternativa nacional. Em 2025, lançou o seu primeiro álbum, Dói-Dói Proibido.
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Jepards é resultado de um projeto que se move entre o rock alternativo, o pós‑punk e a eletrónica, criando um som intenso, sombrio e carregado de energia. As suas músicas combinam guitarras angulares, ritmos pulsantes e uma voz marcada por tensão emocional, resultando numa estética crua e atmosférica. Com uma abordagem que mistura urgência, melodia e uma forte componente visual, os Jepards têm vindo a evidenciar‑se como uma banda que explora o lado mais visceral e inquieto da música contemporânea. O mais recente álbum, Pretty Kitsch!, editado no início deste ano, inclui o single A Way To Feel Just Fine.
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Nunca Mates o Mandarim transforma o quotidiano em canções luminosas, leves e cheias de personalidade. A sua música cruza indie rock e pop alternativo com uma escrita marcada por humor subtil, ironia e pequenas melancolias, criando um universo sonoro íntimo e despretensioso. Entre melodias descontraídas e arranjos que privilegiam a simplicidade expressiva, o projeto, que este ano apresentou o seu segundo disco, Bola de Bilhar, destaca‑se pela capacidade de transformar histórias comuns em momentos musicais cativantes, revelando uma identidade artística genuína e próxima do ouvinte.
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Através da forma como transforma introspeção, ironia subtil e inquietações pessoais em canções de pop eletrónico e indie cheias de luz e acessibilidade emocional, Rapaz Ego é um dos destaques da nova música portuguesa. A sua escrita, marcada por temas de identidade e vulnerabilidade, encontra eco em produções modernas, ritmadas e cuidadosamente construídas. Entre melodias envolventes e uma estética sonora contemporânea, o projeto afirma‑se como uma voz singular da cena alternativa, revelando uma personalidade artística que equilibra sensibilidade, humor e uma forte consciência estética.
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Them Flying Monkeys são considerados uma das bandas mais ousadas da nova música indie portuguesa, graças à energia crua e à constante vontade de experimentar. O grupo constrói um universo sonoro onde o rock alternativo e o psicadelismo se cruzam com guitarras expansivas, ritmos pulsantes e uma atitude irreverente que ganha ainda mais força ao vivo. Entre caos controlado, melodia contagiante e uma estética sempre em mutação, a banda desenvolve canções intensas e vibrantes, como Bogus Odyssey e Next Emma Stone, que refletem a sua identidade artística inquieta e em permanente evolução.
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Vaiapraia constrói um universo onde a liberdade criativa, a expressão identitária e a estética DIY se tornam motores de uma música que cruza punk, pop lo‑fi e uma sensibilidade queer profundamente assumida. As canções, marcadas por guitarras rasgadas, melodias diretas e uma vulnerabilidade luminosa, revelam uma escrita honesta que oscila entre fragilidade e força. Através de uma presença performativa intensa e emocionalmente crua, o projeto afirma-se como uma das vozes alternativas mais singulares, transformando experiências pessoais em momentos musicais urgentes e íntimos.
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Intensidade e inquietação, onde guitarras densas e ritmos tensos sustentam uma estética sombria que cruza rock alternativo e pós‑punk, é o território sonoro dos Warout. A urgência emocional que atravessa as músicas manifesta‑se tanto nas explosões de energia como nos momentos de contenção, criando um contraste que reforça a força expressiva do projeto. Ao transformar tensões e inquietações contemporâneas em canções de impacto, o grupo destaca‑se como uma presença marcante, guiada por textura, presença e uma identidade visceral.
As inscrições para o Indie Talents já se encontram abertas, através do site oficial e redes sociais do festival, mediante o preenchimento de um formulário online. Entre as candidaturas recebidas, serão selecionadas quatro bandas para atuar no primeiro dia do Indie Music Fest. Para além disso, a banda vencedora receberá um prémio monetário de 500€ e a gravação de um tema no Stone Sound Studios, refere o comunicado partilhado pela organização.
Depois de um hiato provocado pela pandemia e pela mudança forçada de espaço, o festival regressou em 2025, com uma afluência de perto de 8.000 participantes, num recinto que permite palcos de maior dimensão e infra-estruturas de apoio maiores e melhores. Para 2026, a organização pretende aumentar a capacidade para 9.500 visitantes, consolidando o crescimento sustentado do evento. Os bilhetes já estão à venda na plataforma BOL e locais habituais. O passe geral early bird custa apenas 20€, inclui campismo e está limitado às primeiras 150 unidades. Depois de esgotado, o valor aumenta para 30€.
Foto: Facebook @indiemusicfestofficialpage