
“Nós somos os Christine and the Queens, mas como é verão e eu sou preguiçosa, podem chamar-me Chris”. Foi desta forma que Héloïse Letissier, Chris, se apresentou à parca multidão que optou por marcar presença no Palco Super Bock, ao início da noite.
Relacionado: SBSR’19: Enchente para ouvir Capitão Fausto
Christine and the Queens apresentaram um espetáculo com apontamentos estéticos interessantes, aliados a referências soul e funk dos 80, com muita pirotecnia pelo meio, e entregaram-se de corpo e alma a um público, que não os soube receber da melhor forma. Por esta altura, eram os portugueses Capitão Fausto, a tocar no palco EDP, que cativavam a atenção da maioria dos festivaleiros.
Relacionado: SBSR’19: 30 mil no primeiro dia do festival
Os êxitos Comme Si, a abrir, Girlfriend, 5 Dollars e Tilted não faltaram no alinhamento e houve ainda tempo para um cover de Heroes, de David Bowie, uma das insipirações musicais da artista francesa. No final, a fechar, espaço para Intranquilité, uma das poucas músicas cantadas em francês por Chris.
Relacionado: SBSR’19: Metronomy em velocidade cruzeiro
Esta terá sido, até agora, uma das melhores atuações desta 25ª edição do Super Bock Super Rock. Houve boa música, entrega, carisma, um corpo de bailarinos extraordinário e uma componente visual muito forte, na qual Chris se sente como peixe na água.
Foto: Christine and the Queens @Super Bock Super Rock - © Rafael Espindola