SBSR’22: A profecia de Samuel Úria

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A tarde fazia sentir-se quente, mas felizmente a Sala Tejo, que acolhe o Palco EDP, tem ar condicionado - e que bem que se estava no seu interior. Essa será, porventura, uma das vantagens da mudança de localização do festival, para o Parque das Nações, em Lisboa, embora o Meco tenha, obviamente, outro encanto, no que ao enquadramento do festival diz respeito. Samuel Úria agradeceu a presença, depois de afirmar não esperar tanta gente, e fez questão de pedir ao público "uma grande saudação a todos os técnicos e pessoal da Música no Coração" por erguerem o festival em tempo recorde. "Estamos a testemunhar o milagre", acrescentou em jeito de profecia bíblica.


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Com uma carreira recheada de sucessos, Úria é hoje um dos músicos nacionais mais reconhecidos pelo seu trabalho e versatilidade. Dono de uma energia bastante positiva, conseguiu contagiar os festivaleiros com a sua atuação. Em modo best of, o músico revisitou marcos de carreira como Rua da Fonte Nova, do disco Nem lhe tocava (2009), Carga de Ombro e Aeromoço, editadas em Carga de Ombro (2016), ou Aos Pós, do mais recente Canções do Pós-Guerra (2020), sempre com o seu cunho de rock & roll.


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Em É Preciso Que Eu Diminua (Carga de Ombro, 2016), o músico afirmou que "esta canção pedia Meco", pela sua vibe, solicitando, depois, aos presentes para "fechar os olhos e fingir que estamos a sol". Houve, ainda, tempo para Os Lábios da Amália, uma versão adaptada do tema Molly's Lips, dos The Vaselines. Samuel Úria foi, como é seu apanágio, competente e capaz de congregar, na Sala Tejo, os fiéis seguidores de uma nova geração de músicos portugueses, que se mostraram igualmente disponíveis para o ouvir.


Foto:   Samuel Úria @Super Bock Super Rock - © Francisco Cabrita

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