SBSR’23: Tara Perdida são eternos

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Passava um pouco das 18h, quando, à hora marcada, se fizeram ouvir os primeiros acordes. Debaixo de um sol ainda a fazer-se sentir quente, os emblemáticos Tara Perdida subiram ao Palco LG by SBSR.FM para dar início às celebrações de punk e rock agendadas para hoje - seguir-se-ão, mais tarde, as atuações de The Legendary Tigerman e The Offspring, no Palco Super Bock. Recebidos por uma multidão de fãs incondicionais, naturalmente de uma geração mais velha, que acompanha o percurso do grupo desde os anos 90, Rui Costa (Ruka), Tiago Silva (Ganso), Filipe Sousa e Pedro Rosário entraram em palco ao som de Requiem for a Dream, dos Kronos Quartet. "Há 28 anos que andamos aqui", começou por recordar Ruka, o guitarrista de sempre e, atualmente, também o vocalista da banda, lançando de seguida um desafio: "'Bora viver 45 minutos?". O que é que eu faço aqui, single de Dono do Mundo (2013), foi o mote para o início da aventura.


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Os Tara Perdida aproveitaram a oportunidade para apresentar ao vivo parte do álbum Vida Punk, editado este ano, que marca um virar de página na história da banda, com Ruka a assumir a voz do grupo. Nesse trabalho, são revisitados alguns dos temas mais consagrados da sua já longa discografia, como Um dia de cada vez, de Luto (2015), que homenageia João Ribas, o carismático vocalista e membro fundador do grupo e um dos nomes maiores do punk nacional - integrou, ainda, os projetos Ku de Judas, Censurados e, mais recentemente, Kamones e Osso Ruído - e Realidade (Não sou de ninguém), cantados no Meco a plenos pulmões pelos fiéis seguidores de longos anos. Também os êxitos Sentimento ingénuo (Nada a Esconder, 2008) e Batata Frita, do álbum de estreia homónimo, lançado em 1995, foram muito aplaudidos e celebrados pelo público.


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Perante uma multidão já bem generosa, que entretanto se foi juntado, dada a hora e o enquadramento do palco, seguiu-se Acreditar (Força de libertação) (Lambe-Botas, 2005), antes dos clássicos Quanto mais eu grito, Desalinhado, recebido em euforia, assim como Nasci Hoje e Dono do mundo, que integram o mais recente trabalho e que serão sempre eternos clássicos dos Tara Perdida e da história do punk no nosso país. O grupo teve, ainda, tempo para apresentar o novo tema Bairro de Alvalade, numa viagem ao passado, uma vez que a história da banda começou neste bairro lisboeta. No final, Ruka agradeceu a presença e o convite do festival, debaixo de uma salva de palmas memorável. A multidão acabou a dispersar-se pelos restantes palcos ao som de Lisboa, reproduzido como música de fundo.


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Setlist:
O que é que eu faço aqui
Um dia de cada vez
Sentimento ingénuo
Realidade (Não sou de ninguém)
Batata Frita
Acreditar (Força de libertação)
Desalinhado
Quanto mais eu grito
Nasci Hoje
Dono do mundo
Bairro de Alvalade
Lisboa






Foto:   Tara Perdida @Super Bock Super Rock - © Francisco Cabrita
Galeria:   Tara Perdida @Super Bock Super Rock - © Francisco Cabrita

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